Ele tem oito braços, se disfarça melhor que qualquer camaleão e guarda um segredo anatômico que intriga cientistas há décadas: o polvo tem três corações — e o sangue dele é azul.
Três corações, três funções
Dois dos corações do polvo são responsáveis por bombear sangue para as brânquias, onde ele é oxigenado. O terceiro — chamado de coração sistêmico — bombeia esse sangue já oxigenado para o restante do corpo. Curiosamente, esse coração sistêmico para de bater quando o polvo nada, o que explica por que esses animais preferem rastejar pelo fundo do mar: nadar os cansa muito mais rápido.
Por que o sangue é azul
Em vez de hemoglobina — a proteína à base de ferro que transporta oxigênio no sangue humano e dá a cor vermelha a ele — o polvo usa uma proteína chamada hemocianina, à base de cobre. Quando oxigenada, a hemocianina fica azul, o que faz o sangue do polvo literalmente ter essa cor.
Uma vantagem evolutiva
Essa química diferente não é só uma curiosidade estética: a hemocianina funciona melhor que a hemoglobina em ambientes frios e com pouco oxigênio, como as profundezas geladas do oceano — um dos motivos pelos quais os polvos conseguem sobreviver em condições que seriam hostis para a maioria dos animais.



