Por mais de 150 anos, compositores clássicos evitaram escrever uma nona sinfonia — ou, quando escreviam, temiam não viver para compor a décima. O motivo é uma superstição conhecida como “a maldição da Nona”, e a lista de nomes que parecem confirmá-la é arrepiante.
De onde veio a superstição
Tudo começou com Ludwig van Beethoven, que morreu logo depois de terminar sua Nona Sinfonia, sem concluir uma décima. A partir daí, compositores passaram a associar o número 9 a um limite simbólico — como se fosse a sinfonia “final” que o destino permite.
Os compositores que “confirmaram” o mito
Franz Schubert, Antonín Dvořák e Anton Bruckner também morreram após (ou durante) a composição de suas nonas sinfonias. O caso mais citado é o de Gustav Mahler que, supersticioso, tentou “enganar o destino” pulando o número e nomeando sua nona obra sinfônica de “Das Lied von der Erde” (sem numerá-la) — só para morrer durante a composição da sinfonia seguinte, que acabou sendo, na prática, sua nona numerada.
O que a ciência (e o bom senso) dizem sobre a coincidência
Estatisticamente, não há nada de sobrenatural aqui: compositores clássicos costumavam viver décadas entre a primeira e a última sinfonia, e muitos simplesmente morreram de causas naturais ou doenças comuns da época em algum ponto desse percurso — o número 9 sendo coincidência de cronologia, não de causa. Ainda assim, a “maldição” virou folclore musical e é mencionada até hoje por musicólogos, e alguns compositores contemporâneos evitam, por superstição, numerar formalmente a própria nona sinfonia.


