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Como a Coca-Cola ajudou a moldar a imagem moderna do Papai Noel

Boneco do Papai Noel decorativo

A imagem do Papai Noel gordinho, de roupa vermelha e branca, bochechas rosadas e barriga que “balança como gelatina” é tão universal que parece ter existido sempre. Mas boa parte dela foi moldada — não inventada do zero, mas popularizada e padronizada — por uma campanha publicitária da Coca-Cola.

O Papai Noel antes da campanha

Antes dos anos 1930, as representações de Santa Claus variavam enormemente: ilustrações o mostravam magro, alto, vestido de verde, marrom ou azul, às vezes com aparência quase assustadora, inspiradas em figuras como São Nicolau e o Papai Noel das tradições europeias.

A campanha de 1931 que mudou tudo

Em 1931, a Coca-Cola contratou o ilustrador Haddon Sundblom para criar anúncios de inverno usando a figura do Papai Noel — nas cores vermelho e branco da marca. As ilustrações de Sundblom, publicadas anualmente por mais de três décadas, mostravam um Papai Noel caloroso, sorridente e humano, que se tornou a referência visual repetida depois por filmes, cartões e campanhas do mundo todo.

Um mito que a própria empresa não inventou sozinha

Vale uma ressalva: a Coca-Cola não “inventou” o Papai Noel vermelho — ilustrações anteriores, como as do cartunista Thomas Nast no século 19, já usavam vermelho ocasionalmente. O que a marca fez foi padronizar e popularizar essa versão específica em escala global, repetindo a mesma imagem ano após ano até ela se tornar o “Papai Noel oficial” na cultura popular.

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